Arrependa-se é chegado o Reino dos céus

Apesar do alarmante declínio moral de nossos dias, sinais do toque poderoso de Deus na vida de Seu povo se mostram cada vez mais.Um número crescente de crentes e de igrejas está vendo o mover milagroso do Espírito de Deus. De fato, algumas igrejas estão experimentando coisas tão incríveis que somente Deus poderia explicá-las!

Porém, você pode perguntar: "Se Deus está trabalhando tão tremendamente, por que eu não estou experimentando Sua pode­rosa presença e poder? Por que outras igrejas estão vendo o feno­menal mover de Deus e nós ainda não?" A boa nova é que você pode experimentar a poderosa presença e o poder de Deus. Ele definitivamente quer mover-se na sua vida e na vida da sua igreja!

No entanto, há um elemento básico para se experimentar o poder de Deus em sua vida e na sua igreja. Ele é encontrado em Isaías 59:1-2; Vejam! O braço do Senhor não está tão en­colhido que não possa salvar, e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir. Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá.

fonte : Livro Retorno a Santidade.

A Falsa Aplicação da Doutrina da Depravação

Seja o que mais possa ser significado pela doutrina bíblica da depravação, certamente não significa que a responsabilidade moral pessoal é eliminada pela expiação. Mas é exatamente isto que aconteceria se o absolutismo ideal fosse levado à sua conclusão lógica. Pois sustenta, de modo inconsistente, que a pessoa é considerada responsável pela falta de fazer o bem quando somente males são possíveis. Isto significa que a pessoa não está livre para não pecar (até mesmo pela graça capacitadora de Deus). Significaria que Deus pede aos homens que façam aquilo que Ele sabe que não podem fazer (e que Ele não os ajudará a fazer) e considera-os culpados por não fazê-lo, de modo que possa perdoá-los por fazê-lo. Se o caso fosse assim, não seria uma tragédia moral; seria um tipo de divina comédia. Deus estaria forçando os homens a pecar somente a fim de poder perdoá-los. Nem pense nisso! Realmente, se o pecado for inescapável, neste caso Cristo não poderia ser impecável.

Mesmo que os homens não pudessem deixar de pecar com seu próprio poder, certamente são capazes de não pecar, mediante o poder capacitador de Deus. E decerto este poder está disponível para todos os homens que estão dispostos a recebê-lo. Se, pois, os homens devem ser condenados com justiça por não cumprirem seu dever, logo, deve haver algum modo possível de cumpri-lo. O pecado em geral talvez seja inevitável, mas cada pecado em particular poderia ter sido evitado. Ou seja: os homens inevitavelmente pecarão, mas não há nenhum pecado individual que não poderia ter sido resistido pela graça capacitadora de Deus. Mas, segundo a solução do absolutista ideal a um conflito de normas absolutas, Deus não fornece meio algum para evitar a culpa. O homem é pessoalmente responsável por um mal moral que não podia evitar. É verdade que onde a culpa deste tipo é inevitável, a graça do perdão está disponível. Mas a pergunta não é se pecados inevitáveis são perdoáveis; a pergunta é por que o maior bem que um homem pode fazer deve torná-lo culpado. Noutras palavras, conforme a posição do absolutista ideal, não há maneira de manter a justiça de Deus tendo em vista a responsabilidade humana.

Fonte: Livro a Ética Cristã. Norman Geisler.

Meu diário de bordo

Bom, imagino eu que você já tenha sabido, pois está lendo este artigo…rsrsrrs, pois mudei o URL do blog antigo, que se chamava Educação Cristã, não que ainda não seja um blog sobre educação cristã, mas Jesus foi me direcionando a fazer algo mais pessoal. Continuarão os estudos, palavras de parceiros, recados para os líderes educacionais de cada Igreja de Bauru. Mas a questão é que Papai quer fazer com que a intimidade que tenho com Ele possa ser expressada através deste blog.

Nesta página do blog, farei um diário de bordo, abordando minhas reflexões diárias, de um ser humano que busca a cada dia se conhecer e conhecer seu criador em intimidade.

Teremos como novidade aulas via web, uma instrução do Espírito Santo, falaremos sobre princípios do Reino dos céus e Teologia, de forma sistematizada. Continuaremos com a indicação de novos livros para leitura, continuaremos com downlods de estudos bíblicos, com a web rádio de meus parceiros Casa de Davi, os seminários tanto educacionais de capacitação como o  seminário Identidade Sagrada está em pleno funcionamento.

Convido a você passear pelo blog, e que possa nos dá dicas idéias para tal.

Agora é só divulgar o novo endereço do blog para seus amigos (as), até o próximo post.

A evolução dos seres vivos

   evolucao_humana[1]

Várias teorias evolutivas surgiram, destacando-se , entre elas, as teorias de Lamarck e de Darwin. Atualmente, foi formulada a Teoria sintética da evolução, também denominada Neodarwinismo, que incorpora os conceitos modernos da genética ás idéias essenciais de Darwin sobre seleção natural.

     Mas, vamos analisar: A frase inicial do Velho Testamento é bela em sua simplicidade – “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Até mesmo uma criança pode entendê-la, mas apesar disso cada uma das palavras dessa frase tem sido objeto de interpretação discordante (1). A palavra “terra”, ora em discussão, não constitui exceção. A questão consiste em saber se ela se refere:

a – À matéria que fisicamente compõe a terra (2),
b – Ao planeta Terra como parte do sistema solar (3), ou
c – À terra no sentido do solo sobre o qual a vida pode existir (4).

    Para responder essa questão devemos primeiramente investigar o sentido da palavra “terra”. Verificamos que geralmente esta palavra significa chão (certamente em Gênesis, do capítulo 1 ao capítulo 2, versículo 4), embora tenhamos de estar alertardos para o fato de que algo mais além do solo esteja associado a ela (versículos 14-19). Entretanto, ao apresentarmos nossas questões contemporâneas perante o texto bíblico, deveríamos também investigar se o próprio texto permite a aceitação das distinções que fazemos, e das nossas razões para fazê-las.

     Assim, nossa conclusão de que a palavra ‘erets (“terra”) refere-se precipuamente à superfície seca de nosso planeta e à vida nela existente, não permite concluirmos que Gênesis 1 retrate um segundo estágio de uma criação em dois estágios, primeiro a matéria do planeta, e depois a terra, com um intervalo de tempo intercalado. Permite, sim, fazer uma distinção de perspectiva entre o mundo, como sistema céu e terra, e a terra como a porção de terra seca, com seu solo e sua vida. Qualquer distinção temporal entre ambas as acepções correrá por nossa conta, e não com o apoio do texto bíblico.

     Não é desprovido de significado, aparentemente, que a Bíblia e o relato da criação iniciam-se com a simples palavra bere’shit, significando “no princípio” (e não com a palavra “Deus”, como se poderia pensar). Conclui-se que a Bíblia nos indica que quem quer que deseje compreender o seu relato da criação não deve ser levado a inquirir sobre o que poderia ter acontecido antes desse princípio, pois no início permanece somente Deus, e nada mais. Somos levados, pela Bíblia, a inquirir sobre o que aconteceu posteriormente ao início da obra criadora de Deus, porém ela na verdade não responde a todas as nossas questões!

fonte: http://www.scb.org.br/

O evangelho da graça e o mundo da graça.

(Mateus 11:4-6) – E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes:  Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim.

Muitos anos antes de sua morte, um notável rabino, Abraham Joshua Heschel, sofreu um ataque do coração quase fatal. Seu melhor amigo estava ao lado de seu leito. Heschel estava tão fraco que só conseguiu sussurrar:

— Sam, sou grato pela minha vida, por todos os momentos que vivi. Estou pronto para partir. Vi tantos milagres na minha vida.

O velho rabino ficou esgotado pelo seu esforço em falar. Depois de uma longa pausa ele disse:

— Sam, nunca na minha vida pedi a Deus sucesso, sabedoria, poder ou fama. Pedi assombro (vide Nota), e ele me concedeu.

Pedi assombro, e ele me concedeu. Um burguês sem imaginação irá cutucar o nariz diante de uma pintura de Claude Monet; uma pessoa cheia de assombro ficará ali em pé tentando segurar as lágrimas.

De modo geral, o mundo perdeu o senso de assombro. Crescemos. Já não perdemos o fôlego diante de um arco-íris ou do perfume de uma rosa, como acontecia antes. Ficamos maiores e todo o resto ficou menor, menos impressionante. Tornamo-nos apáticos, sofisticados e cheios da sabedoria do mundo. Não deslizamos mais os dedos sobre a água, não gritamos mais para as estrelas nem fazemos caretas para a lua. Água é H2O, as estrelas foram classificadas e a lua não é feita de queijo. Graças à televisão via satélite e aos aviões a jato, podemos visitar lugares que no passado eram acessíveis apenas por Colombo, Balboa e outros exploradores intrépidos.

Houve um tempo, não muito distante, em que uma tempestade fazia um homem adulto estremecer e sentir-se pequeno. Deus, no entanto, está sendo deixado de lado pelo mundo da ciência. Quanto mais sabemos sobre meteorologia menos inclinados nos tornamos a orar durante uma tempestade. Os aviões voam agora acima, abaixo e entre elas. Os satélites reduzem-nas a fotografias. Que ignomínia — se é que uma tempestade pode experimentar a ignomínia — reduzida de teofania a mero incômodo.

Heschel diz que hoje cremos que todos os mistérios podem ser resolvidos, e que todo o assombro não passa do "efeito que o novo imprime sobre a ignorância". Certamente o novo é capaz de nos impressionar: um ônibus espacial, o jogo mais recente de computador, a fralda mais macia. Até amanhã, até que o novo se torne velho, até que a maravilha de ontem seja descartada ou tomada como coisa certa. Não é de admirar que o rabino Heschel tenha concluído: "A medida que a civilização avança, o senso de assombro declina".

Ficamos tão preocupados conosco, com as palavras que falamos e com os planos e projetos que concebemos, que nos tornamos imunes à glória da criação. Mal notamos a nuvem que passa sobre a lua ou as gotas de orvalho nas folhas da roseira. O gelo cobrindo o lago vem e vai. As amoras silvestres amadurecem e murcham. A graúna faz seu ninho do lado de fora da nossa janela e não a vemos. Evitamos o frio e o calor. Refrigeramos a nós mesmos no verão e sepultamo-nos debaixo de plástico no inverno. Rastelamos cada folha assim que ela cai. Estamos tão acostumados a comprar carne, aves e peixe pré-embalados no supermercado que nunca paramos para pensar sobre a liberalidade da criação de Deus. Tornamo-nos complacentes, vivendo vida prática. Perdemos a experiência do assombro, da reverência e da maravilha.[1]

Nosso mundo é saturado com graça, e a presença furtiva de Deus é revelada não apenas no espírito mas na matéria — num gamo que atravessa aos saltos uma campina, no vôo de uma águia, no fogo e na água, num arco-íris após uma tempestade, numa corsa gentil correndo pela floresta, na nona sinfonia de Beethoven, numa criança lambendo um sorvete de chocolate, no cabelo ao vento de uma mulher. Deus queria que descobríssemos sua presença amorosa no mundo a nosso redor.

Por muitos séculos a Igreja Celta da Irlanda foi poupada do dualismo grego entre matéria e espírito. Eles olhavam o mundo com a visão límpida da fé. Quando um jovem monge celta ( religioso da época, pois viviam em mosteiros) via seu gato apanhando um salmão que nadava em água rasa ele exclamava: "O poder do Senhor está na pata do gato". As crônicas celtas contam dos errantes monges marinheiros do Atlântico, que viam os anjos de Deus e ouviam a canção que entoavam enquanto erguiam-se e mergulhavam acima das ilhas ocidentais. Para a pessoa científica tratavam-se meramente de gaivotas, pelicanos, papagaios-do-mar, cormorões e gaivotas-tridáctilas. Os monges, porém, viviam num mundo em que para eles tudo era uma palavra de Deus, no qual o amor divino era manifesto a qualquer um com a menor capacidade criativa. De que outra forma, pensavam eles, Deus falaria com eles? Abraçavam as Escrituras mas abraçavam também a revelação em andamento de Deus em seu mundo de graça. "A natureza irrompe pelos olhos de um gato", diziam eles.[2]

Para os olhos da fé, cada coisa criada manifesta a graça e a providência de Abba (Palavra aramaica para "pai" vide Marcos 14:36).

Com tanta freqüência nós religiosos andamos entre a beleza e a liberalidade da natureza, e o fazemos sem pausar para refletir. Perdemos o panorama de cor e dom e cheiro. Faria pouca diferença se nos mantivéssemos dentro de nossas enclausuradas e artificialmente iluminadas salas de estar. As lições da natureza são perdidas e a oportunidade de mergulhar em silencioso assombro diante do Deus dá criação passa. Deixamos de ter nossos horizontes abertos pela magnificência de um mundo saturado de graça. A criação não acalma nossos espíritos, não restaura nossa perspectiva e não provê deleite a cada porção do nosso ser.[3] Em vez disso, ela nos traz à lembrança as tarefas mais mundanas: mudar a página do calendário ou mandar comprar pneus novos. Precisamos redescobrir o evangelho da graça e o mundo da graça.

Pois "a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo" abrem-nos para o divino espalhado em todo lugar a nosso redor, especialmente na vida de uma pessoa afetuosa.

Viver pelo evangelho da graça nos conduz ao que Teilhard de Chardin chama de "a redondeza divina" — um universo repleto de Deus e permeado de Cristo, um mundo carregado com a grandeza de Deus. De que forma vivemos na presença do Deus vivo? Em assombro, maravilhados pelos rastros de Deus a nosso redor.

Seremos um dia capazes de compreender o mistério da graça, o furioso amor de Deus, o mundo de graça em que vivemos? Jesus Cristo é o escândalo de Deus (em relação aos sentimentos religiosos). Quando o Batista é aprisionado por Herodes, ele envia uma dupla de seus seguidores para perguntar a Jesus: "Es tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?" Jesus diz: "Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim" (grifo do autor).

Fonte : Livro o Evangélio Maltrapilho. Adaptação Cadu Rinaldi.

Nota : Assombro =  (1. Grande pasmo ou espanto. 2. Susto, terror. 3. Maravilha, portento).


[1] Joan PULS. A spiritualitiy of compassion. Mystic: Twenty-Third Publications, 1988, p. 119,20.

[2] Sean Caulfield. The God of ordinary people. Kansas City; Sheed and Ward, 1988, p. 50.

[3] Joon PULS.Op. cit.,p. 120.