Consequências do estrelismo pastoral

estrelismo A síndrome de celebridade e o complexo de pedestal têm atingido muitos líderes em nossas igrejas, tal síndrome os incapacita de exercer plenamente a função da qual eles foram divinamente chamados.

Esta síndrome e este complexo geram um querer material, isto é, o que eles desejam agora não são as coisas do céu e sim as coisas terrenas, quanto mais à igreja for cheia, quanto mais eles tiverem poder de influência, quanto mais houver na denominação poder financeiro tais líderes estarão sendo totalmente manipulados pelo desejo obsessivo de celebridade e complexo de super stars. Tornando-se não mais servos do Altíssimo, mas sim líderes absolutos.

A arrogância combinada ao orgulho, demonstrados no sentimento de superioridade, na “exibição inconveniente de mostrar-se que é melhor e na falsa percepção de auto-importância isola o líder dos outros, e o impede de desfrutar do privilégio da comunhão” (SALUM, 2001). É urgente tomar e cingir-se com a toalha de Jesus e abaixar-se para lavar os pés dos irmãos. Servir é a vocação maior do Ministro de Cristo. É a vocação maior de Seus discípulos.

Quem não serve não é discípulo do Senhor Jesus Cristo, muito menos ministro do evangelho para se propagar as boas novas. O exclusivismo se manifesta no excessivo particularismo voltado para o ministério pessoal ou da denominação, inflado pela percepção falsa de que se é suficiente para fazer a obra de Deus, é melhor do que os outros e que os outros não sabem tanto.

A simples compreensão de como funciona o Corpo de Cristo eliminaria todo exclusivismo, pois individualmente somos de fato membros uns dos outros. E se não somos membros uns dos outros não somos do Corpo, não cumprindo isto, vemos a síndrome de celebridade e o complexo de pedestal aterrorizando a Igreja, isto é, sua liderança e os membros.

Estudos recentes sobre liderança buscam valorizar o líder-servo, isto é, segundo Rega (2011):

Já não se considera mais o líder como alguém que vive num pedestal dando ordens soberanas a espera de obediência servil a toda prova, um tipo de líder autocrata e mandão que não se interessa em ouvir seus liderados e, muito menos, acredita no potencial, inteligência e criatividade deles. Inteligência somente existe a sua, os outros precisam ser tutelados e devem viver com o pires na mão pedindo favores e o agradando em tudo.

A vida de quem tem a síndrome de celebridade e o complexo de pedestal não é movida por princípios elevados de altruísmo, respeito, trabalho mútuo em prol da sociedade e da membresia, mas movida a partir de seus impulsos soberbos e arrogantes. É comum em grupos termos desavenças por termos opiniões diferente, mas o líder deve ter maturidade espiritual e emocional para não perder o controle da situação, ele deve sempre promover a paz no meio dos seus liderados.

Na maioria das situações, vemos líderes preocupados com a estrutura eclesiástica e esquecendo que ela só existe, por que existem pessoas que vivem para que ela exista. Muito mais importante as pessoas em si, que as estruturas eclesiásticas. Mas quando se está com a síndrome de celebridade e o complexo de pedestal só se consegue enxergar o pessoal, as questões a volta que dizem respeito à realização das necessidades pessoais e que questões simples já não fazem parte do alcance dos mesmos.

CONCLUSÃO

Jesus Cristo sabe que o ser humano tem essa carência de atenção, Jesus ensinou seus discípulos a abrirem mão dessa atitude. Quando relembramos os atos de Jesus, precisamos viver para que os outros nos vejam, a vida de um líder eclesiástico deve ser pautada na vivência para Deus. A justiça pessoal, nossa santificação são para o Senhor e não para o homem, não aguardando os troféus da terra, pois almejamos o galardão do céu.

Em nossos dias nunca se viu tanta ameaça ao evangelho e a fé cristã, pelo desenfreado pluralismo eclético e as misturas tendenciosas no meio de nossa sociedade. A pós-modernidade tem trazido uma gama de conflitos que vem afetando a nossa sociedade eclesiásticamente falando. Uma forte influência, e aumentando o espírito humanista anticristão.

As síndromes e os complexos que vem em movimentos descontinuados vêm afetando a raiz da consciência religiosa e teologal da cristandade. Através da síndrome de celebridade e do complexo de pedestal, nestas ameaças, as nossas lideranças precisam trabalhar de forma compreensiva, avaliando cada situação e o trajeto deste movimento para que tenhamos meios de se comportar, aplicando um bom ensino de qualidade e preventivo continuado.

REFERÊNCIAS

REGA, S. L. A síndrome de artista. Disponível em: < http://www.adiberj.org>. Acessado em 02 de Junho de 2011.

SALUM, J. Por que alguns Pastores não se reúnem com os outros? Disponível em: <http://jsalum.blogspot.com>. Acessado em 02 de Junho de 2011.

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  • Obrigado. Mantenho este blog para que possamos nos ajustar pro Reino de Deus.

  • Eliana

    Parabéns! Excelente texto, nos faz refletir…

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