Cruz: A assinatura de Jesus

Assinatura: Preço ou mensalidade que se paga por esse direito; Marca ou estilo pessoal (dic. digital Aulete). Qual é a assinatura de Jesus? A cruz.

Breve história: … um homem que por 25 anos tem se recusado a permitir uma cruz ou um crucifixo em sua casa. Longe de ser superficial, ele é uma pessoa de integridade. Não grita em coro com a multidão nem dispensa o cristianismo como antigüidade mofada de um passado medieval. Por que então a recusa? Em suas palavras: "Eu não agüento a cruz. Ela é uma negação de tudo o que valorizo na vida. Sou um homem orgulhoso e sensual. Busco o prazer. A cruz me repreende. Ela diz: ‘Você está errado. Para o apóstolo Paulo ( Foi decaptado em roma por ordem de Nero.), hostilidade (agressividade) à cruz é a característica primordial do mundo. Aos gálatas (PROVÍNCIA romana situada no centro-norte da ÁSIA, MENOR, onde hoje está a Turquia. A Galácia foi visitada por Paulo (At 18.23) e ali havia várias igrejas (1Co 16.1)).

Paulo escreve que o cristão se distingue de forma mais profunda pelo fato de que, por meio da cruz de Jesus, o mundo está crucificado para ele e ele para o mundo. (E termina falando da liberdade que têm aqueles que crêem em Cristo (Gl 5.1).

Aos coríntios (Cidade da Grécia, cheia de pecado e corrupção, destruída pelos romanos em 146 a.C. e reconstruída em 46 d.C. "Coríntio" era sinônimo de "imoral", "depravado". Em Corinto havia um templo dedicado ao culto de Afrodite, deusa do amor. Nesse templo havia mil prostitutas CULTUAIS, que atraíam adoradores de todo o mundo antigo. Em Corinto Paulo fundou uma igreja (At 18.1-18)).

Paulo diz que manifestamos a vida de Jesus apenas quando levamos sobre nós a sua morte. O que Paulo diz a eles aplica-se a todo cristão. Somos discípulas apenas enquanto nos mantemos sob a sombra da Cruz. O Mestre disse: quem "não tomar a sua cruz e me seguir não é digno de mim" (Mt 10:38).  Dietrich Bonhoeffer, o mártir alemão, captou o significado disso ao escrever: "Quando chama alguém, Jesus o convida: ‘venha e morra’".

Não temos razão nem direito a escolher outro caminho senão o escolhido por Deus em Jesus Cristo. A cruz é tanto um símbolo de nossa salvação quanto um padrão para nossa vida. Quando nossas crenças dogmáticas e princípios morais não se materializam em discipulado, nossa santidade é uma ilusão. E o mundo não tem tempo para ilusões. Hoje em dia a comunidade cristã não incomoda o mundo. E por que deveria? A cruz é lugar-comum no brinco da cantora de rocíe Madonna tanto quanto numa pedra tumular.

A cruz liga Deus aos homens e os homens entre si “amai a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo” Mas mudar as pessoas é o ponto central — desacostumar-nos de nossos valores mundanos. O apóstolo Paulo estava consciente do mundanismo que havia penetrado e ganhara terreno dentro da igreja. Ele disse que havia inimigos da cruz de Cristo na Galácia e em Corinto, em Filipos (Foi a primeira cidade da Europa que ouviu a pregação de um missionário cristão (At 16.6-40)). e em Roma (Capital do Império Romano, fundada em 753 a.C. Ali Paulo esteve preso provavelmente duas vezes (At 28.11-31; 2Tm 1.16-17; 4)). — não tanto entre os hesitantes quanto entre os mais devotos membros da igreja.

Jesus não morreu nas mãos de assaltantes, estupradores ou criminosos. Ele caiu nas mãos bem lavadas de sacerdotes e advogados, homens de estado e professores —os membros mais respeitáveis da sociedade. Quando o Jesus Cristo crucificado não é proclamado e vivido por amor, a igreja é uma sociedade entediada e entediante. Não há poder, não há desafio, não há fogo. Não há mudança. Tornamos enfadonho o que deveria ser dramático. Tão central para a história da salvação é a assinatura de Jesus que Paulo não hesita em dizer: "Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado" (1Co 2:2).

Paulo chegou a Corinto vindo de Atenas (Nos tempos antigos, a capital da Ática, um dos estados gregos. A cidade foi construída ao redor de uma colina rochosa chamada ACRÓPOLE. Atenas era um famoso centro de cultura. Paulo a visitou na segunda viagem missionária (At 17.15-34))., onde acabara de ficar desencorajado com seu fracasso em conquistar a comunidade grega recorrendo à teologia natural. Para a população da licenciosa cidade portuária de Corinto, onde a imoralidade sexual prevalecia, Paulo abandonou a abordagem de sabedoria e pregou em seu lugar a insensatez da cruz. Num atordoante paradoxo, ele diz aos coríntios:

Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. […] Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

1Coríntios 1:18,22-25.

Os gregos estavam certos de que o Messias seria um filósofo maior do que Platão, capaz de demonstrar a ordem e a harmonia do universo. Os judeus esperavam um Messias, mas a morte vergonhosa de Jesus numa cruz provara que ele não era o glorioso libertador que eles aguardavam. Ainda assim Paulo pregava a Palavra da cruz no poder do Espírito e tinha espantoso sucesso. Tanto judeus quanto gregos colocavam de lado seus preconceitos e eram arrebatados pelo poder e pela sabedoria da cruz. Pois a cruz não é uma mensagem sobre sofrimento, mas sobre o Cristo sofredor "que me amou e entregou a si mesmo por mim" (Gl 2:20). A assinatura de Jesus: a cruz. Para mim, a dimensão mais difícil e exigente do discipulado no dia-a-dia é o comprometimento com uma vida de incessante disponibilidade. O ultrajante no discípulo de Jesus é que ele pode dar-se ao luxo de ser indiferente. Morto para o mundo, mas gloriosamente vivo em Cristo, ele pode dizer com Paulo: "Sei ter em abundância e sei passar necessidade". E assim sigo a Cruz, a Jesus.

Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado, escondido para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus […] decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.

ICoríntios l:22-24;2:2

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  • brito

    Eu aredito meu amigo academico, que o sangue é e sempre será a grande assinatura.

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