Evangelhos são obra de autores desconhecidos.

Atribuição a Mateus, Marcos, Lucas e João provavelmente aconteceu de forma tardia. Com exceção do texto joanino, relatos parecem ter se baseado fortemente em Marcos.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

Foto: Reprodução

Abertura de versão latina dos Evangelhos, feita na Irlanda por volta do ano 800; as imagens simbolizam quatro evangelistas (o homem de Mateus, o leão de Marcos, a águia de João e o touro de Lucas).

Os Evangelhos do Novo Testamento, quatro relatos sobre a vida de Jesus aceitos por todas as igrejas cristãs, tradicionalmente são atribuídos a dois dos Doze Apóstolos (Mateus e João, filho de Zebedeu), a um companheiro do apóstolo Pedro (Marcos) e a um colaborador de São Paulo (Lucas). Para os atuais estudiosos da Bíblia, no entanto, o mais provável é que nenhuma dessas autorias tradicionais esteja totalmente correta. Embora muitos dos fatos contados pelos evangelistas possam realmente remontar à vida de Jesus, inconsistências e contradições deixam claro que nenhum de seus discípulos originais sentou-se pessoalmente para escrever uma biografia de Cristo.

"O que está claro é que os títulos que temos são um fenômeno editorial, que veio mais tarde", resume Luiz Felipe Ribeiro, professor de pós-graduação em história do cristianismo antigo da Universidade de Brasília (UnB), que está concluindo seu doutorado na Universidade de Toronto (Canadá). "Os títulos demoraram para aparecer no corpo do texto. Os primeiros papiros com a fórmula atual para os títulos — ‘Evangelho segundo Marcos’ ou ‘Evangelho segundo João’, por exemplo — são de meados do século 3 [mais de 150 anos depois da data em que os textos teriam sido escritos]."

Leia na íntegra G1

Cadu
Siga-me

Cadu

Nossos dias são cheios de desafios que, se aproveitados, transformam-se em oportunidades relevantes para obtermos resultados. Tecnólogo, Jurista, Teólogo e SEO do Multiplicador de Conhecimento.
Cadu
Siga-me
0 Compart.
Compartilhar
Twittar
Compartilhar
+1