Halloween e o dia dos mortos! O que eles têm em comum?

Por acaso mostrarás as tuas maravilhas aos mortos, ou os finados se levantarão para te louvar? – Salmo 88:10

Qual a relação entre o dia de Finados e o Halloween (dia das bruxas), uma das festas mais populares dos Estados Unidos e que começa a chegar também ao Brasil?

A igreja que dorme.

Halloween e o dia dos mortos

Muitas igrejas dão apoio ao Halloween e permitem a decoração dos templos com bruxas, vassouras, gatos e Jack-o-Lanternas (a abóbora com olhos e boca cortados e uma vela acesa dentro).

O Halloween é uma antiga festa celta, que nasceu com o nome de SAMHAIN (palavra de origem celta para designar “O Senhor da Morte”). Os Celtas acreditavam que em 31 de outubro os espíritos de todos aqueles que morreram naquele ano, voltariam para possuir o corpo dos vivos.

Assim, nesse dia, faziam a comemoração, apagando todas as luzes da casa. Acendiam enormes tochas e usavam roupas feitas de peles de bichos para espantar os espíritos. Muitos, de forma consciente, servem a Satanás com sacrifícios, cânticos, jejuns e rezas, crendo que é uma noite propícia para fazer previsões e adivinhações sobre o futuro.

Um dos rituais para desvendar o futuro consistia da observação dos restos mortais dos animais e das pessoas sacrificadas.

O dia de finados teve origem entre os clérigos romanos no início da paganização do cristianismo, institucionalizada na Igreja Católica Romana. Porém, antes mesmo de o dia de finados ser criado, o culto aos mortos já existia no mundo pagão.

Em 837 d.C., o papa Gregório IV introduziu a festa de “Todos os Santos” no calendário romano, tornando universal a sua celebração em 1 de novembro. Na Inglaterra medieval esse festival católico ficou conhecido como “All Hallows Day” (“Dia de Todos os Santos”).

A noite anterior ao 1º de novembro era chamada “Hallows Evening”, abreviada “Hallows’ Eve” e, posteriormente, “Hallowe’en”.

Mais de um século após instituir o “Dia de Todos os Santos”, a Igreja Católica determinou que o melhor dia para se comemorar o “Dia dos Mortos” era logo após o “Dia de Todos os Santos”. Assim, ficou estabelecido o “Dia de Finados” no dia 2 de novembro.

Para a Igreja Católica, a noite de “Hallowe’en”, o “Dia de Todos os Santos” e o “Dia de Finados” são uma só seqüência e celebram coisas parecidas – a honra e a alma dos mortos! O catolicismo tenta fazer o “cristianismo” e o paganismo andarem de mãos dadas!

A doutrina católica define as duas datas da seguinte forma: “O ‘Dia de Finados’ é uma festa onde são lembrados todos aqueles falecidos que se purificam no purgatório antes de entrar definitivamente no Céu. Todas as missas e orações desse dia são em sufrágio dessas almas.

Na festa de ‘todos os santos’ a Igreja não pretende lembrar somente dos santos conhecidos e oficialmente canonizados, mas de todos aqueles que estão nos céus, de todos aqueles que só Deus conhece a santidade.

A Igreja nesse dia comemora todos os homens e mulheres que já alcançaram a glória eterna e por isso mesmo intercedem por nós a todo o momento”.

A tradição católica enfatizava que “Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente e que é destruída a penalidade da punição eterna, e que nenhuma punição fica para ser paga, ou neste mundo ou no futuro, antes do livre acesso ao reino a ser aberto, seja anátema” (A Base da Doutrina Católica Contida na Profissão de Fé, Seção VI, papa Pio IV).

Sendo o dia de finados reservado às orações pelas almas no purgatório, menospreza a obra expiatória e vicária de Cristo na cruz do Calvário, quando a Bíblia diz que o que Jesus fez é definitivo. Se alguém está em Cristo, nenhuma condenação há (Romanos 8:1), há completo livramento do juízo vindouro (João 5:24)

Os satanistas ainda “celebram” o Halloween hoje. Um alto sacerdote satanista comentou: “Nós gozamos da exploração comercial do público no Halloween…, isso é propaganda grátis”.

Tem crescido a preocupação com mais uma investida do inimigo sobre a vida de nossas crianças. A festa de Halloween, importada dos Estados Unidos, ganha cada vez mais espaço nas escolas e clubes. Alguns ministérios e igrejas estão se levantando para esclarecer os cristãos sobre a malignidade dessa festa.

Embora, a princípio, o título desta reflexão pareça estranho, pretendemos alertar que a “brincadeira” do Halloween (31/10), longe de ser apenas brincadeira, tem uma longa história de comprometimento com as obras das trevas.

Nos feriados religiosos do “Dia de todos os santos” (01/11) e “Finados” (02/11) Satanás acaba “brincando” com o destino eterno das pessoas ao tentar enganá-las com rituais que são proibidos na Palavra de Deus.

No “Dia de todos os santos” são lembrados santos não canonizados que também podem interceder pelos homens, enquanto no “Dia de Finados” as orações visam ajudar aqueles que padecem no “purgatório” antes de entrarem no céu.

Satanás é mestre em transformar aquilo que é sério em chacota e fazer parecer sério e correto aquilo que Deus proibiu em sua Palavra.

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Entendendo a “febre” mundial.

O Dia das Bruxas é conhecido mundialmente como um feriado celebrado principalmente nos Estados Unidos, onde é chamado de Halloween.

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O Dia das Bruxas, segundo o site BBC, que conhecemos hoje tomou forma entre 1500 e 1800.

Fogueiras tornaram-se especialmente populares a partir no Halloween. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir bruxaria e a peste negra.

Outro costume de Halloween era o de prever o futuro – previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome do futuro marido ou mulher.

Em seu poema Halloween, escrito em 1786, o escocês Robert Burns descreve formas com as quais uma pessoa jovem podia descobrir quem seria seu grande amor.

Muitos destes rituais de adivinhação envolviam a agricultura. Por exemplo, uma pessoa puxava uma couve ou um repolho do solo por acreditar que seu formato e sabor forneciam pistas cruciais sobre a profissão e a personalidade do futuro cônjuge.

Outros incluíam pescar com a boca maçãs marcadas com as iniciais de diversos candidatos e a leitura de cascas de noz ou olhar um espelho e pedir ao diabo para revelar a face da pessoa amada.

Comer era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou dizendo orações para as almas dos mortos.

Em troca, eles recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório.

Igrejas de paróquias costumavam tocar seus sinos, às vezes por toda a noite. A prática era tão incômoda que o rei Henrique 3º e a rainha Elizabeth tentaram bani-la, mas não conseguiram. Este ritual prosseguiu, apesar das multas regularmente aplicadas a quem fizesse isso.

Como uma festa pagã chegou até as Américas.

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Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a “Grande Fome”, 1 milhão de pessoas foram forçadas a imigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições.

Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista feminina americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado “inglês”.

A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. As maçãs usadas para prever o futuro pelos britânicos viraram cidra, servida junto com rosquinhas, ou “doughnuts” em inglês.

O milho era uma cultura importante da agricultura americana – e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos – típicos de colheitas de milho – eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas.

Foi na América que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais “entalhado” ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo.

Uma lenda sobre um ferreiro chamado Jack que conseguiu ser mais esperto que o diabo e vagava como um morto-vivo deu origem às luminárias feitas com abóboras que se tornaram uma marca do Halloween americano, marcado pelas cores laranja e preta.

Foi nos Estados Unidos que surgiu a tradição moderna de “doces ou travessuras”. Há indícios disso em brincadeiras medievais que usavam repolhos, mas pregar peças tornou-se um hábito nesta época do ano entre os americanos a partir dos anos 1920.

As brincadeiras podiam acabar ficando violentas, como ocorreu durante a Grande Depressão, e se popularizaram de vez após a Segunda Guerra Mundial, quando o racionamento de alimentos acabou e doces podiam ser comprados facilmente.

Mas a tradição mais popular do Halloween, de usar fantasias e pregar sustos, não tem qualquer relação com doces.

Ele veio após a transmissão pelo rádio de Guerra do Mundos, do escritor inglês H.G. Wells, gerou uma grande confusão quando foi ao ar, em 30 de outubro de 1938.

Ao concluí-la, o ator e diretor americano Orson Wells deixou de lado seu personagem para dizer aos ouvintes que tudo não passava de uma pegadinha de Halloween e comparou seu papel ao ato de se vestir com um lençol para imitar um fantasma e dar um susto nas pessoas.

0 dia das bruxas é o feriado não cristão mais popular dos Estados Unidos.

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Hoje, o Halloween é o maior feriado não cristão dos Estados Unidos. Em 2010, superou tanto o Dia dos Namorados e a Páscoa como a data em que mais se vende chocolates. Ao longo dos anos, foi “exportado” para outros países, entre eles o Brasil.

Por aqui, desde 2003, também se celebra neste mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas.

Em sua “era moderna”, o Halloween continuou a criar sua própria mitologia. Em 1964, uma dona de casa de Nova York chamada Helen Pfeil decidiu distribuir palha de aço, biscoito para cachorro e inseticida contra formigas para crianças que ela considerava velhas demais para brincar de “doces ou travessuras”.

Logo, espalharam-se lendas urbanas de maçãs recheadas com lâminas de barbear e doces embebidos em arsênico ou drogas alucinógenas.

Atualmente, o festival tem diferentes finalidades: celebra os mortos ou a época de colheita e marca o fim do verão e o início do outono no hemisfério norte. Ao mesmo tempo, vem ganhando novas formas e dado a oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias de uma forma socialmente aceitável.

Ele permite subverter normais sociais como evitar contato com estranhos ou explorar o lado negro do comportamento humano. Une religião, natureza, morte e romance. Talvez seja este o motivo de sua grande popularidade.

Por isso todas as questões difíceis da palavra de Deus temos que nos aprofundar a entendê-las para não cairmos em erro.

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