O discipulado de resultado.

A palavra discípulo está relacionada à ideia de disciplina. Isso é muito instrutivo, porque, acima de tudo, dos verdadeiros discípulos requer-se disciplina.

Jesus não chamava homens meramente para que O seguissem. Ele exigia que eles renunciassem a tudo. A grande dinâmica consistia em viver plenamente os desejos divinos em apregoar as boas novas para que todos que crescem pudessem ter suas vidas renovadas e uma esperança em um futuro melhor.

Isso é assim, porque o discipulado envolve questões de vida e morte, porquanto o alvo do mesmo é a vida eterna. O presente artigo, portanto, fornece uma detalhada exposição sobre a natureza desse alvo, que é a participação, afinal, na natureza divina. Ver o artigo geral sobre a Disciplina.

A própria vida cristã é uma disciplina. Quando os homens a reduzem a algo menos do que isso, o cristianismo deixa de ser a religião que foi fundada por Jesus. É possível a existência de uma sociedade religiosa na qual as pessoas se reúnem e desfrutam da companhia umas das outras, e até mesmo cumprem algumas boas obras, sem reterem a natureza de um verdadeiro discipulado.

Suponho que muitos aspectos da maioria das denominações evangélicas refletem essa situação, em nossos dias.

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Significado da palavra discípulo.

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A palavra portuguesa discípulo vem do latim discípulos, que significa aluno, aprendiz. A raiz verbal é discere, ensinar. A palavra grega correspondente é mathetés, de onde também se deriva a palavra que significa aprender. O termo hebraico talmid vem de talmad, aprender.

Conforme se vê em I Crônicas 25:8, ao referir-se aos alunos da escola de música do templo de Jerusalém. Naturalmente, a aprendizagem necessariamente subentende a prática daquilo que alguém aprende; e é então que temos o discipulado.

De acordo com o uso posterior entre os hebreus, a palavra talmidim (discípulos) veio a ser usada para indicar aqueles que seguiam algum rabino específico e a sua escola de pensamento. Houve também o desenvolvimento do Talmude (erudição), os escritos que serviam para aclarar e expandir as Escrituras do Antigo Testamento. Esse documento tem uma certa alusão aos talmidim ou discípulos de Jesus.

No Novo Testamento, a palavra discípulo é usada somente nos evangelhos e no livro de Atos, mas ali ocorre por mais de duzentas e cinquenta vezes.

Vemos nestas passagens bíblicas os exemplos da palavra discípulo sendo empregada, como em  João 1:35 ; Marcos. 2:18 ; Lucas 11:1; 10:24; Mateus 11:2; 22:16.

A responsabilidade dos cristãos consiste em fazer aumentar o número dos discípulos de Jesus, mediante a evangelização de alcance mundial (Mateus 28:19,20). No livro de Atos, o termo discípulos é o vocábulo mais distintivo para indicar aqueles que confiavam em Cristo e procuravam seguir o seu caminho.

Ver Atos 6:1,2,7; 9:1; 11:26; 18:23; 19:1; 21:4,16. Apesar de ser surpreendente que o próprio vocábulo não apareça no Novo Testamento, após o livro de Atos, é indiscutível que a ideia continua sendo usada, sendo muito elaborada nas instruções dadas aos seguidores sérios de Jesus Cristo.

É interessante observar que, no século II D.C., Inácio um dos estudiosos dos temas teológicos, que vivia a interpretar os Escritos Sagrados, a ponto de nos demonstrar algumas verdades, usou o termo para indicar a si mesmo, como para indicar que o seu martírio seria a prova final de seu discipulado cristão.

Atualmente, muitos crentes evangélicos não parecem interessados em provar seu discipulado de qualquer maneira especial.

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As 7 características de um discípulo.

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As 7 Características Básicas de um Discípulo:

  1. Um discípulo creu na doutrina de Cristo (João 3:17 ; Atos 11:26).
  2. Ele passou pela experiência do novo nascimento (João 3:3-5).
  3. Ele renunciou a tudo (Mar. 8:34). Notemos que nesse texto Jesus chamou os seus discípulos, dizendo-lhes que deviam renunciar ao mundo, a fim de obter a vida eterna, o que incluía o tomar a cruz.
  4. O discípulo dedica-se a uma vida de sacrifício, a fim de justificar o dom da vida eterna, que recebeu (Luc. 14:26).
  5. Ele dedica-se à vida disciplinada (que vide).
  6. Ele é um aprendiz, alguém que está interessado em avançar na doutrina de Cristo (Heb. 6:1 ).
  7. Ele se interessa por ajudar a aumentar o número dos discípulos, em obediência à Grande Comissão (Mateus 28:19,20).

O estabelecer o domínio de Deus a ponto de delegar essa garantia de demonstração de uma vida melhor, ou um processo de mudança sendo estabelecida a cada dia passa por um sistema, um processo do discipulado para que a pessoa seja alcançada e transformada em discípulo.

Vamos ver alguns dos grandes pilares obre o discipulado de resultado.

O governo de Deus.

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A igreja que chamamos de cristã confessa que Deus é o Incompreensível, mas afirma também, que Deus pode e deve ser conhecido, pois é um requisito absoluto para a salvação.

Ela, a igreja, reconhece a força da questão levantada, como vemos nas Escrituras Sagradas:

“Porventura desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até a perfeição do Todo-Poderoso?” Jó 11.7.

Percebe-se que não se tem resposta para a indagação de Isaías, onde o profeta faz uma ressalva sobre Deus:

“Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com ele?” Isaías 40.18.

 Assim como todos os escritos canônicos das Sagradas Escrituras a  igreja  também está atenta à afirmação de Jesus:

 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” João 17.3.

  “o Filho de Deus é vindo, e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro, e estamos no verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo” 1 João 5.20.

 As duas passagens bíblicas refletidas sempre foram sustentadas lado a lado na igreja cristã, os primeiros cristãos do século I, pais da igreja, assim chamados, falavam do Deus invisível como um Ser não gerado, indenominável, eterno, incompreensível, imutável.

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O sacerdócio do discipulado.

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Uma geração que não sabe se estabelecer no Reino de Deus se torna uma geração ferida, amargurada, que não conquista e não realiza os propósitos de Deus e pessoais no tempo oportuno, precisando de reparações para conseguir se firmar e alcançar suas finalidades com final feliz.

Ordenança de Deus a respeito de preparamos aqueles que vêm a pós nos, para que sejam sábios na palavra, e ao buscarem ao Senhor saibam pelo discernimento que é dado lidar com as questões do dia a dia e exercer o sacerdócio do discipulado.

Nesses dias Satanás têm atacado em relação aos súditos do rei Jesus, em relação à imoralidade, gerando a perda da identidade sagrada e como consequência “engessando” o ganhar almas, deixando de mentoriar aqueles que se achegam a Cristo.

Há um sistema trabalhando dia e noite, investimentos milionários para essas finalidades.

Ocorrendo uma perversão total da personalidade do ser humano, isto é, tornando-se perverso, mau, corrompendo-se, depravando-se, mudanças de caráter alterando a si mesmo, e às vezes alcançando aos outros que estão a sua volta.

Aqueles que devem exercer o sacerdócio, devem estar atentos a essa autoridade não deturpada. A todo instante o sacerdócio é atacado nas regiões celestiais para não ser estabelecido. Porém, aqueles que obedecem, e têm o conhecimento das Escrituras Sagradas devem estabelecer esse discipulado de resultado.

O discipulado no Antigo e no Novo Testamento.

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O salmos 78 é um exemplo de discipulado que ocorria no Antigo Testamento; é descrito por Asafe com moralidade e aperfeiçoamento espiritual. O salmo 78 nos relata aproximadamente o que acontecia no Antigo Testamento em relação o assunto discipulado.

Contempla uma historicidade, meados da escravidão do Egito até o reinado de Davi, compreendendo 1.800 (mil e oitocentos anos) anos de história.

Este Salmo divide-se em: a lei, os pais, os filhos, a geração seguinte. Mostra as israelitas como deveriam proceder sem os erros de seus antepassados.

Podemos entender o que Deus deixou de geração a geração através do discipulado foi:

  • Que a geração confie em Deus, e mantenha sua existência viva através de seu projeto.
  • Que a futura geração não cometa os erros do passado.

Como hoje sabemos tudo se inicia na família, a transmissão de conteúdo espiritual, sentimental e moral acontece em “casa”, em meio ao convívio familiar. Essa é a raiz do discipulado do Antigo Testamento.

O discipulado no Novo testamento.

Vemos Platão (viveu 428-347 A.C.) discipulando Aristóteles, gerando a chamada helenização (Pessoas não gregas começaram a adotar ideias e culturas gregas). Helenização é um termo usado para descrever a difusão da cultura da Grécia Antiga.

O resultado do processo de helenização foi que elementos de origem grega combinaram-se, de diversas maneiras e intensidades, com elementos locais, formando o que recebe o nome de helenismo.

Tudo isso veio de encontro ao modelo de discipulado, aplicando-se ao contexto espiritual por meio de Jesus Cristo.

Discípulo: é aquele que seguem outrem em suas ideias, atitudes, posição ideológica.

O discípulo é aquele que adquire um montante de informações. O ensino está ligado ao discipulado.

Vocação ao discipulado, é um termo derivado do verbo no latim “vocare” que significa “chamar”. A vocação é uma inclinação para exercer uma determinada profissão ou um talento (aptidão natural) para executar algo.

O sentido original expressa um chamado espiritual para que as pessoas sigam uma “religião” ou uma missão divina destinada a alguns cristãos para exercerem o sacerdócio. A vocação sacerdotal é vista como um chamado de Deus por aqueles que se sentem inclinados a exercerem o ministério.

(João 17:4) – Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.

Jesus basicamente discipulava através do ensino das escrituras e seus princípios, vemos alguns exemplos:

Marcos 1:21 ensinando na sinagoga;

Marcos 2:1,2 ensinando nas casas;

Marcos 4:1 ensinando no barco;

Marcos 10:17 ensinando andando pelo caminho

Jesus utilizava linguagem direta e não abstratas em seus conteúdos da vida diária com argumentos simples. Sobre as linguagens diretas que Jesus utilizava pode ser lida no livro de João capítulo 13 ao 17).

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Jesus aliava liderança e produtividade em seu discipulado.

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Quando estudamos todos os princípios já vistos, chegamos a conclusão que Jesus se utilizava de sua liderança e autoridade munido de produtividade, onde seus sermões tinham eficácea e gerava resultados.

Defino aqui esses termos de liderança e produtividade desenvolvida por Cristo para a obtenção de resultado.

liderança pode surgir de forma natural, quando uma pessoa se destaca no papel de líder. O líder tem a função de unir os elementos do grupo, para que juntos possam alcançar os objetivos do grupo. A liderança está relacionada com a motivação, porque um líder eficaz sabe como motivar os elementos do seu grupo ou equipe.

A palavra liderança define o processo da influência que se tem sobre as outras pessoas, incentivando-as de modo a trabalharem com entusiasmo por um objetivo comum.

As organizações religiosas necessitam de legitimação para seu funcionamento, de modo que podem variar nas formas carismática, tradicional e racional. Aqui reside a importância da liderança como figura central, pois se necessita que o líder além de legítimo, tenha domínio sobre o grupo que lidera. O domínio refere-se a construção do discurso que legitima tanto a autoridade local quanto a hierarquia na qual se vincula o discurso.

Novas abordagens sobre o tema defendem que a liderança é um comportamento que pode ser exercitado e aperfeiçoado. As habilidades de um líder envolvem carisma, paciência, respeito, disciplina e, principalmente, a capacidade de influenciar os subordinados.

No caráter desenvolvedor de liderança em Jesus vemos todos esses quesitos contidos em seus relacionamentos de autoridade para se chegar a um resultado.

Fica evidente essa liderança sendo exercida com produtividade.

Produtividade é o resultado daquilo que é produtivo, ou seja, do que se produz. Produtividade é a expressão da eficiência de qualquer negócio ou atividade.

A produtividade constitui uma das melhores medidas para aferir da performance organizacional ou pessoal. Quando se têm maiores resultados em sua produtividade se têm como consequência maiores conquistas.

Jesus Cristo aliava a autoridade divina, com a produtividade humana. Ele fazia as coisas como se fosse Deus, agia como se fosse Deus, e tinha resultados como se fosse Deus. Tudo bem! Sei que realmente Jesus é Deus, mais quero demonstrar que nós devemos agir como se fossemos o “dono” da missão, trabalhar como se fosse “dono” da missão, e ter resultados como se fosse “dono” da missão.

Mesmo que somos coerdeiros, e trabalhamos para cumprir as ordenanças de Cristo para seu reino, a produtividade nos demonstra que devemos agir como pequenos cristos, com realmente o sentido da palavra cristão.

Caso queira se aprofundar mais sobre O discipulado de resultado temos um curso de forma escrita em um livro digital, abordamos em 130 páginas, 18 capítulos de assuntos cheios dos princípios bíblicos que tornam um discipulador em algum que exerce o discipulado com resultado. Confira a baixo:

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