O que é pecado ? Como ele entrou no mundo?

A entrada do pecado no mundo (Gn 3.1-4.26) Partindo do princípio da criação, vemos os acontecimentos “brotando” das Escrituras, trazendo a tona toda e qualquer situação que nos mostre todos acontecimentos de inerrância.

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Tentação e queda do homem(#Gn 3.1-7).

Em porção alguma a Bíblia provê um relato filosófico ou especulativo sobre a raiz, a origem, do mal. Na qualidade de livro da redenção, a Bíblia descreve o modo pelo qual o pecado entrou na esfera da experiência humana. Trata-se de um relato histórico sobre a queda do homem. Alguns expositores invocam o conceito de mito ao explicarem essa passagem: mas mito, mesmo em seu sentido técnico e legítimo, não é requerido na narração de acontecimentos históricos.

A ideia do fruto proibido é familiar nas histórias antigas, mas essas histórias podem ser consideradas como memórias sobre o modo como ocorreu a queda do homem. O ponto teológico importante, neste registro, é que ele ensina que a tentação veio do exterior e que o pecado foi um intruso na vida do homem. Portanto, o pecado não pode ser considerado como latentemente bom: pelo contrário estragou um mundo que foi criado como “bom” (#Gn 1.31).

 

A serpente . Em parte alguma do relato do livro de Gênesis o tentador é chamado de diabo ou Satanás. É impossível, entretanto, não ver mais do que a serpente aqui, pois o evento envolve muito mais do que poderia ser praticado por uma criatura irracional sozinha.

A identificação com o diabo é feita em #Jo 8.44; #2Co 11.3,14; #Ap 12.9; #Ap 20.2. O maligno empregou o caráter excepcional da serpente para alcançar seu propósito destruidor. Astuta . Cfr. “prudentes como as serpentes” (#Mt 10.16). Essa sagacidade já devia ter sido observada pela mulher, pois não demonstrou sinais de alarma quando a serpente realmente falou com ela. Disse . Cfr. #Nm 22.28.

O fato do jumento ter falado a Balaão foi um milagre divino; o fato da serpente ter falado à mulher foi um milagre diabólico. Deus disse…? Uma dúvida e uma insinuação. Sereis como Deus. No original hebraico, a palavra para “Deus” é ’ el que, na qualidade de substantivo comum, tem forma análoga em todas as línguas semíticas. O plural, ’ elohim, portanto, pode significar “deuses”, como em #Gn 31.30, ou “Deus” (#Gn 1.1).

 

A mentira incluía certo elemento de verdade, o que a tornava ainda mais enganosa (ver versículo 22). É verdade que o participar da fruta proibida levaria à fixidez moral, no qual estado, naturalmente, Deus existe; porém, a semelhança com Deus, nesse caso, era de espécie contrária àquela que Deus tencionava para o homem. Da posição de contrapeso moral, embora esta palavra seja um tanto insuficiente, visto que o homem foi criado em retidão e com tendências inclinadas para Deus, o homem, supostamente, avançaria para uma posição avançada de perfeição moral e seria confirmado em seu caráter, num caráter santo.

Quanto a esse respeito, a intenção divina é que o homem fosse como Deus. Mediante o pecado, porém, o homem atingiu uma diferente espécie de fixidez moral: foi confirmado em caráter, mas esse caráter era mau em sua qualidade.

VENDO A MULHER QUE AQUELA ÁRVORE ERA BOA PARA SE COMER .

O tentador desviara então a mente da mulher do propósito de Deus envolvido na proibição. A palavra divina ensinara que a proibição visava a proteger o homem do mal; o pensamento de dúvida, na mente da mulher, era agora que o fruto proibido não era danoso, afinal de contas.

A psicologia da queda da mulher é significativamente demonstrada em #1Jo 2.16. Foram abertos os olhos de ambos. Até aquele instante não passavam de crianças, mas agora o estado adulto lhes sobreviera num momento.

DEUS INTERROGA OS PRATICANTES DO MAL (#Gn 3.8-13). Deus, que passeava no jardim . A descrição, neste ponto, não deve ser considerada como inteiramente antropomórfica. Havia algum modo sem igual de intercurso entre Deus e o homem, que o jardim do Éden pressupõe e que a subseqüente encarnação de nosso Senhor até certo ponto confirma. Onde estás?  “Deus o busca, não porque ele esteja separado de Seu conhecimento, mas de Sua comunhão” (Delitzsch).

 

O JULGAMENTO DIVINO CONTRA O PECADO (#Gn 3.14-24). O castigo é primariamente, retributivo: somente em certo sentido secundário é correto falar do castigo como algo corretivo ou restringente. O castigo é uma retidão vindicativa, e não uma paixão vindicativa, e é a reação da santidade de Deus contra toda violação a esta. O pecado e o castigo não estão arbitrariamente ligados mas estão entrelaçados pelas leis espirituais segundo as quais o homem foi divinamente constituído.

O castigo, todavia, não é simplesmente o processo natural que é posto em movimento por uma ação pecaminosa; em outras palavras, é mais que uma penalidade natural, como o dano que um homem recebe se colocar sua mão no fogo. O sofrimento por causa do pecado é uma penalidade judicial, uma penalidade infligida pelo julgamento divino, e pertence ao terreno moral.

À serpente . Faz parte da ordem divina que, embora um animal não seja moralmente responsável por suas ações, este deve sofrer por qualquer dano que venha a fazer ao homem. Ver #Gn 9.5; #Êx 21.28. Tudo foi criado para contribuir para a perfeição moral do homem, e sempre que a criação animal ou inanimada deixa de atingir essa finalidade, fica sujeita ao julgamento de Deus.

Note-se a maldição contra a “terra”, no versículo 17, e ver #Rm 8.21-22. Sobre o teu ventre andarás (14). A degradação da forma da serpente fez parte da maldição que lhe foi imposta. Inimizade . Isso explica, no terreno natural, a profunda hostilidade que parece haver entre as serpentes e o homem, mas certamente se liga ao conflito que também pertence ao terreno espiritual.

Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar . Há uma sugestividade natural na figura aqui empregada. A serpente mata ferindo o calcanhar do homem, mas o homem destrói a serpente esmagando-lhe a cabeça. Mas, a sentença divina ultrapassa o animal e atinge o próprio diabo. Essas palavras proclamam que a vitória estará do lado do homem: visto que foi o homem que foi vencido, assim será o homem que efetuará o triunfo.

Essas palavras contêm, em primeiro lugar, um sentido coletivo; é a raça humana que esmaga o maligno. Mas também contêm uma significação individual. Note-se a transição da “semente” da serpente para a própria “serpente”, e igualmente o fato que a “semente” da mulher está no singular.

Somente em Cristo, “a semente da mulher” é que essa vitória poderia ser realizada (ver #1Jo 3.8), e daí haverá de tornar-se uma realidade para a humanidade que está n’Ele (#Rm 16.20; #1Co 15.57). É digno de nota o fato que a promessa foi precisamente verdadeira em relação ao seu cumprimento. A palavra é proferida especificamente a respeito da mulher, e quando o Redentor veio, Ele foi “nascido de mulher” (#Gl 4.4) de forma exclusivamente miraculosa.

Não é correto inferir o nascimento virginal do Proto-evangelho, mas certamente é perfeitamente legítimo olhar, do ponto de vista do nascimento virginal e verificar quão maravilhosamente próximas foram as palavras da promessa do modo de sua realização.

A influência do pecado em nossas vidas.

Não deve passar despercebido o fato que o Proto-evangelho, como são chamadas essas palavras, não foi dirigido aos pecadores, mas ao tentador. A obra de Cristo, em sua base, é a vindicação e a vitória de Deus sobre o maligno.

À mulher . O castigo particular da mulher é duplo. Primeiramente, sua vida sexual já não seria uma alegria para ela, porém, um motivo de sofrimento; e, em segundo lugar, ela foi posta em sujeição a seu marido. A verdadeira subordinação que se deriva do fato da mulher ter-se originado do homem, tornou-se em sujeição. Uma das bênçãos do Evangelho às mulheres dos países ocidentais é a mitigação dessa sujeição.

A Adão . No julgamento imposto a Adão foi chamada atenção particular ao caráter de seu pecado como uma transgressão contra o mandamento de Deus. Ver #1Jo 3.4. Se foi o incidente do pecado que foi tratado no caso da mulher, foi o princípio do pecado que foi posto em consideração no caso de Adão, na qualidade de cabeça da raça. O julgamento foi: “Porquanto… comeste da árvore de que te ordenei dizendo: “Não comerás dela”. Maldita é a terra

Trata-se de um relato sobre o pecado de Adão. Não é possível, por conseguinte, julgar pelo presente estado da terra como seriam as coisas quando saíram da mão do criador. Com dor . No hebraico é a mesma palavra do versículo . Com o fim do pecado chegará ao fim a dor.

Ver #Ap 21.4 És pó, e em pó te tornarás . Por ocasião de sua criação, o homem foi feito glorioso, com semelhança moral com Deus. Quando o pecado entrou em sua vida a glória o deixou, e o homem passou a ser considerado em termos dos aspectos materiais de sua constituição.

Isso não significa, naturalmente, que o homem deixou de ser um espírito vivo, ou que ele tenha perdido qualquer “parte” de sua natureza, e, sim, que agora ele passaria a viver de conformidade com o que é material e terreno, e não de conformidade com o que deveria ter sido seu alto destino. Eva. Esse nome significa “viva” ou “vida”. Assim como Adão foi rebaixado sob a sentença de morte, a presença da mulher, que era sua esposa, era o penhor da vida. Através da mulher é que a semente conquistadora haveria de vir e que a vida seria restaurada.

Túnicas de peles . É possível que, oculta por detrás deste versículo, esteja alguma indicação sobre a origem divina do sacrifício. Ou mediante algum mandamento direto, ainda que não registrado, ou talvez mediante uma convicção divinamente inspirada dentro dele, é possível que Adão tenha sido impelido a oferecer a vida de um animal em sacrifício, de cuja pele ele e sua mulher foram orientados para usar como cobertura de sua vergonha.

É impossível, contudo, dogmatizar a maneira pela qual o Senhor “fez” as túnicas de peles, ou ser dogmático sobre se esta passagem provê ou não um relato sobre a origem do princípio de holocausto.

É como um de nós. Isso significa que o homem tinha adquirido um estado de determinação moral. Para que não estenda… A sentença foi retoricamente deixada por terminar. E tome também da árvore da vida. Existe quem pense que a árvore era alguma espécie de meio sacramental para transferir o homem a um estágio mais elevado de vida física, sem passar pela morte: porém, o reaparecimento dessa árvore, no livro de Apocalipse, não encoraja essa interpretação.

Não há a menor indicação, em parte alguma da narrativa, que Adão e Eva soubessem qualquer coisa quanto à existência dessa árvore como uma das árvores do jardim. Note-se com atenção o que Eva diz, nos versículos 2 e 3. A despeito do fato que o argumento baseado no silêncio é notoriamente perigoso, parece haver alguma significação na ausência de alusão a essa árvore, na narrativa das ações e pensamentos de Adão e Eva. A interpretação sobre o caráter dessa árvore constitui um dos pontos obscuros das Escrituras.

Em #Ap 22.2 reaparece “a árvore da vida”, mas desta vez numa passagem altamente simbólica (conf. #Ap 2.7). É possível que essa árvore tenha sido qualquer árvore, tão somente simbólica da “vida” que o homem, se não tivesse pecado, poderia ter desfrutado em comunhão com Deus. E coma e viva eternamente. O tomar e comer são expressões simbólicas da maneira de como desfrutamos da vida eterna. Mas dessa vida não podia Adão agora desfrutar; por conseguinte, em figura, a “árvore” é posta fora do alcance do homem, ainda que ela, durante sua inocência, tivesse sido símbolo de sua bênção.

O Senhor Deus, pois, o lançou fora. Qualquer que seja a verdadeira explicação sobre a árvore, não há dúvida sobre a significação da ação de Deus ao remover o homem do jardim. O homem estava agora cortado de Deus e, portanto, no sentido mais real estava cortado da “vida”: isso foi simbolizado mediante a separação entre ele e a “árvore da vida”.

Somente quando a redenção aparece consumada é que a árvore da vida reaparece dentro do alcance do homem. Note-se que a “árvore da vida” era símbolo do estado abençoado do homem; enquanto que a “árvore da ciência do bem e do mal” simbolizava o teste a que foi sujeitado o homem.

Querubins. O assunto dos querubins é um estudo à parte por si mesmo, mas parece razoavelmente verdadeiro afirmar que não são anjos. Noutras passagens Deus aparece a cavalgar sobre eles (ver, por exemplo, #Sl 18.10). Melhor é considerá-los como figuras simbólicas, ainda que não de natureza estática, pois sempre são representados como ativos e em movimento. Podem ser definidos como o “símbolo animado da proposital atividade de Deus”.

E uma espada inflamada. Dessa maneira, por causa do pecado, o homem é mantido fora do Paraíso, de conformidade com o propósito de Deus e em execução à Sua ira. Note-se que o caráter simbólico e pictórico da árvore da vida, dos querubins, e da espada, se verifica no fato que não temos registro histórico a respeito de sua remoção deste mundo.

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